Pedágio já garante R$ 20 milhões a prefeituras; confira quanto cada município recebeu
- Web Rádio Portal Sudoeste

- 4 de mar.
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Recursos do ISS do pedágio já reforçam o caixa das prefeituras; Imposto permanece integralmente nos municípios e não tem destinação obrigatória.
Atualizado em 04/03/2026 às 17:03, por Niomar Pereira.

Os 31 municípios abrangidos pela concessão das rodovias administradas pela EPR Iguaçu, nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, já receberam mais de R$ 20,5 milhões referentes ao rateio do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) entre junho de 2025 e janeiro de 2026.
Desse total, R$ 3.482.148,47 foram destinados aos municípios do Sudoeste do Paraná. Na região, o maior repasse até o momento foi para Realeza, que recebeu cerca de R$ 900 mil, seguida por Francisco Beltrão, com aproximadamente R$ 838 mil. A lista completa dos valores por município está disponível logo abaixo.
O repasse teve início com a concessão, em junho de 2025. Com a ativação dos pórticos de pedágio eletrônico, há poucos dias, a arrecadação tende a aumentar, com impacto previsto já no mês subsequente ao início da cobrança.
O ISSQN é um tributo previsto na legislação federal, recolhido diretamente pelos municípios e integralmente destinado às prefeituras. Não há vinculação obrigatória para aplicação dos recursos, cabendo à administração municipal definir a destinação em áreas como transporte, saúde, segurança, infraestrutura, educação e outros investimentos.
Arrecadação varia conforme tráfego e alíquotas
Segundo a EPR Iguaçu, a arrecadação do imposto pode sofrer influência de fatores como sazonalidade do tráfego, incentivos fiscais e variações nas alíquotas adotadas por cada município. Os valores são depositados mensalmente e a concessionária mantém prestação de contas periódica ao Poder Concedente.
Em nota, a empresa reforçou o compromisso com a transparência e o cumprimento das obrigações contratuais. “A EPR Iguaçu informa que o recolhimento do ISSQN é realizado em estrita observância à legislação vigente, sendo que os valores efetivamente arrecadados variam conforme o volume de serviços prestados.”
O imposto incide sobre o serviço de exploração da rodovia mediante cobrança de tarifa de pedágio. O cálculo do repasse é feito mensalmente, com base na arrecadação consolidada das nove praças de pedágio integrantes do sistema concedido.
Como é feito o cálculo do ISS
A metodologia segue a Lei Complementar nº 116/2003 e considera:
O valor total da receita tarifária do período;
A exclusão de valores que não integram a prestação de serviço, como recursos vinculados e o Desconto do Usuário Frequente (DUF);
A definição da base de cálculo do ISS;
O rateio proporcional entre os municípios, conforme a extensão, em quilômetros, da rodovia concedida em cada território;
A aplicação da alíquota vigente em cada município, que varia entre 2% e 5%.
O valor destinado a cada cidade também depende do montante arrecadado nas novas praças (pórticos) de pedágio.
Outros tributos
Além do ISS, a concessionária recolhe tributos federais sobre a atividade, como IRPJ e CSLL, incidentes sobre o resultado da prestação do serviço, e PIS e Cofins, apurados sobre a receita da cobrança de pedágio.
Não há incidência direta de ICMS sobre a tarifa, por se tratar de serviço público concedido, e não de circulação de mercadorias.
Cobrança é recente
Os pórticos, que substituem as praças de pedágio convencionais, foram implantados em Santa Lúcia (BR-163, km 156,100 Sul e km 154,000 Norte), Vitorino (PR-280, km 234) e Ampére (PR-182, km 517). A cobrança tarifária começou em 23 de fevereiro. As tarifas podem ser consultadas no site da concessionária (https://epriguacu.com.br/).





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